quinta-feira, 7 de abril de 2016

Princesa Astrid Capítulo 1

Capítulo 1


Em um mundo conturbado que vivemos, os Mings avançando em sua tática comercial, nem os espartanos resistirão. A Constantinopla sucumbirá aos desejos de um Imperador vaidoso, se importando somente com o seu status e fama ao redor do globo. Nós, detentores da tropa de ataque mais rápida, furtiva e robusta não nos renderemos a esta tática esdrúxula de nossos então inimigos, não nos deixaremos colonizar por ideais rasos em prol de nossa liberdade cultural, educacional e tecnológica. Não vos acovardarei-nos diante desta ameaça futura, por esta razão construiremos a maior e melhor defesa possível contra os invasores. Não vos enganeis, vide o que ocorreu com nossos vizinhos Arianos, mesmo com seus predicados foram esmagados e surpreendidos pelo ataque fulminante daqueles seres maus e ardilosos! Proclama o seu rei Juliano, o Sábio.
Esta é a carta que entreguei aos postais do Rei. Faz parte da minha função como primeiro ministro e porta voz de vossa alteza, o Rei dos países Nórdicos.
Depois da invasão Ming aos nossos parceiros comerciais mais próximos o Rei através de decreto de guerra mandou queimar o território tomado pelos invasores, até a nossa fronteira para que eles tenham um tortuoso caminho se desejarem nos enfrentar. Durará um mês e nos colocará em nossas casas e nossas criações sob domos projetados para tal, a ação de preparo para o inverno de fogo, como está sendo chamado, durará os próximos seis meses. Espero que dê tempo.
- Com licença minha alteza. - Foi minha fala ao entrar no humilde palácio do Rei.
Quando falo humilde, quero dizer que é mesmo humilde, tem comerciantes e produtores com instalações maiores e melhores, mas como o Rei Juliano sempre diz "Não são necessárias muitas instalações pra se governar, mas sim a lealdade do seu povo." Nossa! Me arrepio só de pensar nessa frase tão icônica.
- Fique a vontade senhor Andrew, não precisa destas formalidades comigo, deseja me contar algo?
- Somente que acabei de dar as suas ordens senhor.
- Muito bem, agora devemos cuidar desses Mings. Tens certeza que estão cuidando dos preparativos? Eles devem ter espiões em todas as nações.
- Sim. Aproveitei esta semana e fiz um estudo mais completo do mapa global. - Estendi o mapa sobre a única mesa do recinto, ajudando o Rei a tirar algumas poucas coisas que estavam encima. - Minha... Quer dizer Juliano; nosso território está aqui na parte superior do mapa. Os Mings são conhecidos pela sua frota naval robusta e altamente bem armada, mas não passarão pelas falhas em nosso litoral, que é extenso porém defensável. O senhor me deu a liberdade de tomar algumas providências, por isso já tratei de fortificar o litoral primeiro através da criação de barreiras e quebra ondas feitas de pedra. Nossos pescadores e militares terão rotas diferentes ao longo do dia e da noite, conhecidas somente pelo comandante da região e por aqueles que irão as utilizar. Além de reservar algumas rotas em nosso litoral direcionadas somente para os nossos militares que se movimentarão preferencialmente de manhã, ao anoitecer e pela penumbra da noite. Horários os quais poucas pessoas estão em suas atividades cotidianas.
- Muito bom Andrew, o que você me sugere na preparação por Terra?
- Pensei em duas táticas diferentes; postos avançados através de vales e depressões ao sul e sudeste. Nossa fronteira leste está bem defendida por fortificações, mas defendo um sistema de túneis subterrâneos e profundos, de preferência interligados para a comunicação além de defesa e contra ataque coordenados. Se quiser os Vikings estão prontos e bem alimentados para pilhar as linhas inimigas através daquelas criações de cavalos arianos que nossos vizinhos trocaram pelos nossos estoques de especiarias.
- Muito bom o seu estudo Andrew, mas devemos definir uma posição política antes da militar ofensiva. Devemos evocar a lealdade de nosso povo para detectar quaisquer espiões, mas com cuidado pra não desestabilizar a nossa estrutura social.
Então eu vejo a mais bela entre as mulheres que conheço; Astrid, filha do Rei.
- Oi papai, tudo bem? Hum, estão planejando algo por conta da invasão Ming? Ah, oi maninho! Belo discurso lá fora por sinal.
- Oi minha filha.
- Olá princesa Astrid.
- Já te disse pra não me chamar assim, eu não gosto!
Eu sorri e disse:
- Não fale assim com seu pai, se não te chamar de filha do que irá chama-la?
Ela correspondeu e me disse que sempre faço essa piada e ela sempre cai. Ai ai...
- Estamos planejando a nossa posição política em frente à Constantinopla, Reinos Subsaarianos e Roma.
- Posso dar a minha opinião?
- Claro minha filha.
- Pois então; como sempre os reinos Subsaarianos se submeterão às vontades de seus inimigos facilmente por serem fragmentados demais. A Constantinopla deve-se respeito, mas seu litoral é indefensável e muito propenso ao comércio, creio que deve ser o ponto de equilíbrio que devemos manter. Os orgulhosos guerreiros de Roma seriam a última linha a ser atravessada por terra até nosso território. Isto ignorando totalmente os reinos que não tem forças militares ou posições consideráveis como os Espartanos, Gregos, Ingleses. Por conta da nossa junção com os antigos Vikings, nós saxões temos boas chances de permanecer intactos por algum tempo.
- Muito bem Astrid.
- Muito bem filha, sua mãe estaria orgulhosa!
Ela baixou a cabeça em sinal de luto, pois a Rainha Audrey foi morta no ataque aos arianos, por estar em viagem enquanto negociava mais um contrato comercial. Eu disse pra ele que poderia ter ido para a viagem, talvez se eu tivesse insistido. Ela mesma tinha me falado que era um desrespeito não ser alguém realmente da realeza não aparecer para as negociações. São tantos contratos cumpridos que agora me parecem tão inúteis.
- Não fique triste, perdi uma mãe também. - Disse pra ela, pois eu havia sido cuidado por ela quando meus pais foram mortos em um ataque romano, é tão difícil pensar que teremos que negociar uma aliança com aqueles assassinos!
- Não se preocupe Andrew. Vou ficar bem. - Disse ela ao sair, escondendo todos os seus prantos e raiva.
- Minha filha... Não precisa ir. - Disse Juliano. - Será que fui muito... Como posso dizer, indelicado?
- Ela só precisa de um tempo. - Disse à ele colocando minha mão em seu ombro.
Mas sabia que ele tinha sido indelicado, mas não quis ser indelicado com o meu segundo pai, pois ele também estava sofrendo, assim como eu, mas ao contrário deles eu estou mais acostumado com esta dor intensa em meu peito. Esta angustia que me consome, é terrível senti-la pela primeira vez. Na segunda não deixa de ser doloroso, mas tem um tempo de reabilitação mais rápido.
- Podemos seguir a sugestão da princesa. - Disse ao Rei.
- Ela me lembra tanto a Audrey. - Disse ele aos prantos.
Logo pensei; pronto, não conseguiremos chegar a conclusão nenhuma hoje. O que me faz pensar se isto não foi planejado pelos arquitetos da morte, os Mings.
Então naquele dia o Rei se colocou em reclusão, mas eu tratei de pedir aos guardas máxima atenção, bem como o restante da nação.

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