sexta-feira, 27 de maio de 2016

Olaf: O Guerreiro Viking - Capítulo 1: A invasão Ming

Capítulo 1: A invasão Ming.

Olaf era um comandante do exército de fronteira do extremo Oriente, enquanto os Mings tentavam avançar sobre o território nórdico ele defendia as suas fortificações por meio de ordens pelo rádio, ele estava logo atrás das linhas de defesa.

- Comandante artilheiro Walkyria, quantos homens estão tentando a invasão?

- É aproximadamente uma horda de cem batalhões armados com armamento leve, não sei se temos artilharia para todos. Eles estão acompanhados de aproximadamente vinte blindados. – Disse o comandante.

- Atenção Vikings; devemos sair para interceptá-los, as nossas fortificações não serão fortes o suficiente.

Sua mulher e filho pequeno estavam ao seu lado quando via Olaf dar tais ordens, seu filho Osmaroslavric.

- Pai, você volta logo?

Mesmo sabendo da possibilidade mínima, Olaf respondeu passando a mão na cabeça, com sua armadura posta.

- Vou sim meu filho, vou ver você crescer, esteja eu onde estiver.

Sorrindo para a sua pequena inspiração, olhou para sua mulher, que estava quase chorando, levantou o rosto dela.

- Não se preocupe meu amor, não será a primeira vez que enfrento aquele exército, nem será a última.

- Defenda a liberdade a todo custo Olaf, a todo custo.

Estas seriam as ultimas palavras dela naquele dia. Após alguns instantes aas armaduras do exército nórdico defensor do último setor oriental estavam postas, eles eram aproximadamente mil homens, contra uma horda muito maior. Os homens avançaram através de seus veículos anti-gravitacionais, seus machados elétricos em punho, além de uma arma curta chamada punhal de Loky. Em suas braçadeiras saiam um escudo retrátil, mas a armadura era leve o suficiente para fazer movimentos rápidos, seus soldados eram como monstros maiores que dois metros de altura, fortes, robustos e ágeis. Desceram em frente recebendo fogo pesado dos blindados Ming, o subcomandante Elizeu, vindo do baixo Oriente, aliado dos nórdicos.

- Olaf, nenhuma época antes um número tão grandioso de soldados Ming. – Disse Elizeu.

- Na verdade você está errado, mas não se preocupe nobre amigo, este somente será um dia mais longo que o normal, mas passará como os outros! – Retrucou Olaf.

Estenderam seus escudos para recepcionar os tiros dos blindados, desceram de seus veículos, que voltaram imediatamente para as fortificações. O exército nórdico não era avistado, todos eles se vestiam de branco como a neve abaixo de seus pés.

- Soldados, defendam a liberdade a todo custo! – Ordenou Olaf.

Então os soldados se levantavam como uma única onda de neve, com seus escudos retráteis retangulares para tombar os blindados, Olaf estava no meio desta onda, quando chegaram embaixo deles, há uma explosão em sequência dando a abertura ao fronte. Os escudos apesar de blindados foram destroçados, bem como alguns dos mais valiosos soldados do exército nórdico, fazia anos que não havia uma baixa sequer. Este seria o dia do desjejum da morte, o sangue nórdico manchava a neve, os Mings avançavam sobre a barreira branca e vermelha dos soldados nórdicos. Olaf e outros mais se levantaram feridos, mas não impedidos por estes ferimentos.

- Avante Vikings! – Urrou Olaf.

Todos se empolgaram e aqueles que sobreviveram à armadilha avançaram sobre os Mings, homens baixos, fortes, ágeis, no entanto sem técnica e armaduras mais simples e armas rústicas, revolveres semi-automáticos e espadas curtas produzidas em série, mas resistente o bastante para penetrar armaduras nórdicas. Os nórdicos matavam Mings como insetos. Olaf pegou seu Machado de Guerra com duas pontas, esticava o braço decapitando um soldado após o outro na volta de seu golpe. Encolhido, voltando a sua posição original ele escutou dois soldados Mings vindo em seu flanco esquerdo, com o machado no chão ele deu um chute esticando o pé esquerdo no peito de um deles. O golpe foi tão forte que a armadura do soldado quebrou e afundou no corpo dele, matando-o instantaneamente. Os outros soldados, em meio a neve também se banhavam do sangue do inimigo, com a precisão e prazer de um cozinheiro que fazia com gosto a sua comida, uma fluência inacreditável, como um poliglota. Até que eles vêem ao horizonte uma imagem de uma ave metálica, tal qual aquelas que os nórdicos haviam mandado o projeto. Era uma sociedade baseada na informação altamente disseminada, portanto todos sabiam da ave metálica mandada para o império aliado do sol nascente. Olaf logo alarma os seus soldados.

- Recuem! Recuem todos! – Um alerta raro.

- Como assim? Vikings não recuam! – Disse um dos comandados.

- Recuem imediatamente! – Alerta novamente com uma ênfase e voz ainda maior e mais alta.

A ave metálica logo chega à linha de frente dos vikings, eles tinham avançado alguns quilômetros dentro do exercito Ming, em questão de alguns minutos, portanto não existia uma saída rápida, mesmo com os planadores vikings apostos.

- Abaixem-se! Se escondam na neve! – Orienta Olaf.

Ainda incrédulos vários soldados ainda atacavam o exercito inimigo, penetrando mais algumas centenas de metros adentro, chegando até as maquinas de combate Ming, que não passavam de carroças de madeira com trenós na sua base, um lança chamas na ponta. Apesar de ser a primeira vez daquelas maquinas chegarem até lá, os Vikings levantaram seus escudos contra os lança chamas, rebatendo contra as carroças, presumindo que elas iriam se consumir, mas nada aconteceu, o verniz sobre as carroças evitavam a neve e o fogo penetrar em tais carros de guerra. Finalmente após centenas de anos os primeiros soldados nórdicos caiam ao chão sem vida, pois os Mings intercalavam o ataque de lança chamas com ataque de lanças longas de aço maciço. A ave metálica lança várias bombas sobre o batalhão de Olaf, outros vários soldados morrem com sua armadura deformada. Quando a ave dava a volta para exterminar definitivamente o batalhão de defesa, Olaf se ergue empunhando o seu machado de guerra avistando a ave metálica, ele se lembra que no projeto, as hélices no bico da ponta eram os pontos fracos, eles traziam o motor junto a elas. Com toda a sua força ele lança o machado, atingindo-a em cheio, derrubando-a sobre o exercito Ming à sua retaguarda. No princípio eram mais de duzentos soldados altamente treinados, agora eram apenas algumas dezenas.

- Vikings! Avancem! – Grita com uma fúria descomunal o comandante Olaf.

Ele dá alguns passos ele coloca a mão esquerda sobre seu ombro direito, que ele arremessou o machado, havia deslocado o ombro, na melhor das hipóteses. Mesmo assim ele amarra uma corda no seu punho esquerdo junto ao seu tronco, pega o machado de um dos mortos naquele dia e começa a correr em direção a um dos carros de guerra Mings.

- Acabem com eles! – Gritou mais uma vez Olaf destemido.

Ele salta sobre um dos soldados que vinham em sua direção, mas antes das chamas saírem alvejando os seus aliados ou mesmo a ele próprio, ele encrava o Machado de guerra sobre a carroça com tamanha força que a desmancha por inteira. Do alto dos destroços do carro de guerra ele avista mais uma imensidão, ele logo calcula ter uma centena de carros e mais de dois mil soldados. Ele também vê a linha frontal inimiga totalmente quebrada.

- Atenção Vikings! Retirada estratégica junto à muralha! – Ordenou Olaf.

Os soldados atendem imediatamente e correm em direção aos veículos restantes.

- Espalhem-se. Um soldado a cada dez metros! – Apesar de usar um sistema primitivo de rádio, ele fazia questão de que todos os soldados ouvissem. – Passe adiante. – Dizia para os soldados em seus flancos.

Os Mings começaram a avançar assim que viram o recuo Viking. Eles por sua vez preparam seu equipamento para contra-atacar. Logo a comandante de artilharia Walkyria percebe o recuo de Olaf.

- Eles estão sem opções. Muito bem garotas, armem os canhões. Vamos ver Mings sendo despedaçados hoje! – Ironiza a jovem comandante.

Após alguns momentos algumas rajadas de estilhaços de aço em chamas atingem o exercito Ming, causando caos em sua linha de ataque. Os Vikings avançam pra cima eles em questão de segundos em seus planadores e se lançam sobre vários carros sob a ordem de Olaf que também estava sobre um daqueles carros de guerra, aí todos tem aquela visão monstruosa. Aquele não seria um dia muito agradável para aqueles que sobreviveram à primeira horda Ming. Assim os Vikings avançaram um pouco mais sobre a frágil, porém densa fronte inimiga.

- Recuem, recuem todos imediatamente. – Ordenou novamente o comandante.

Assim o fizeram, recuaram até a muralha. A artilharia lançou novamente aço incandescente do céu operando a desordem na fronte Ming. Novamente Olaf deu a ordem tão ansiada de ataque, destroçando mais uma dezena de carros de guerra. Esta operação foi repetida mais uma dezena de vezes até algumas poucas centenas de Mings chegarem ao limite do recuo Nórdico. Olaf já exausto dá a sua ultima ordem.

- Avante homens! Avante! Prendam-nos contra o muro!

Os Vikings já cansados encravam em sincronia o machado de guerra no peito dos soldados em sua frente e usam-nos como escudo para atravessar a agora fina camada do antes grandioso exercito Ming, dando uma vantagem aparente para os exaustos soldados Nórdicos.

- Walkyria! Desçam todas! Eles estão escalando as paredes! – Apela Olaf que cai de joelho logo em seguida.

Um dos soldados inimigos nota a exaustão daquele comandante virtuoso e corre com uma lança sobre ele, mas vai ao chão com uma machadinha em suas costas, Walkyria havia lhe salvado do alto de uma das dezenas de torre de vigia. As torres estavam alinhavam perfeitamente com os soldados restantes, assim as artilheiras conseguiram matar os soldados inimigos restantes, pois estava a uma curta distância.

Assim que a batalha acaba, todas as artilheiras recolhem os soldados sobreviventes no interior da muralha.

- Devemos recolher os demais soldados lá fora. – Insistia Walkyria.

Olaf sem a sua armadura, com uma amarra em seu ombro impõe o seu comando sobre a comandante da artilharia.

- Aqueles soldados não podem ser recolhidos neste momento! Osmaroslavric meu filho, convoque o exército do interior.

Naquele momento ouve-se um ruído em alguns alto-falantes instalados no interior daquela muralha.

- Ouçam todos! Estamos sob maciço ataque dos Mings. Algumas barreiras avançadas caíram, milhares de baixas foram constatadas. Algumas águias de ferro foram vistas nestes pontos, convoco todos aqueles que estão hábeis à luta para irem às muralhas para defender a nossa liberdade, a liberdade do povo nórdico contra os escravos Mings!

Era o comandante geral do exército, imediatamente Olaf muda de ideia.

- Osmaroslavric, volte aqui.

- Pois não meu pai.

- Me dê o transmissor.

- Não, você não vai fazer o que estou pensando! Vai? – Diz Walkyria.

- Vou sim, irei comandar todo o exercito sob minha tática, já prevendo como as águias metálicas irão se comportar, aqueles pilotos não são muito hábeis. É mais do que óbvio que não são os aliados do oriente.

Ele pega o transmissor, uma espécie de telefone e se apresenta.

- Olá senhor Igor, comandante dos exércitos Nórdicos. Meu nome é Olaf, venho relatar que acabei de derrotar um exército Ming com aproximadamente três mil homens e mais uma centena de carros de guerra, além de uma águia de ferro.

O comunicador demora alguns segundos e retorna com o espanto do comandante.

- As bases em sua frente não relataram ataque, porque não a fizeram?

Logo que chega a mensagem do grande general ele a responde.

- Elas não devem ter tido tempo para relatar, pois somente duas pequenas bases estavam à nossa frente, pois nossos aliados estão a menos de meia hora de distância daqui.

- Olaf, eu preciso que vocês reforcem os outros pontos da grande muralha. Como está a situação de seu batalhão?

- Dos duzentos sobraram apenas oitenta, tive que usar as artilheiras como força de ataque contra os Mings, mas isto não será necessário nos outros postos de defesa se dois de meus soldados estarem em cada um dos postos comandando os demais batalhões defensivos.

Um breve silêncio, além do normal causado pelo atraso da mensagem se estendeu por alguns instantes. Enquanto isto a dúvida pairava sobre os presentes.

- Você está louco em acreditar que Igor irá aceitar que soldados comandem sobre os comandantes locais! – Colocou em cheque Walkyria.

- Você não irá reforçar os outros pontos da torre como o comandante supremo Igor ordenou? – Indagou seu filho Osmaroslavric.

- Me escutem todos. Os pontos devem ser reforçados com estratégia, como fiz com os meus soldados aqui, somente tive tantas baixas porque não me ouviram. Os soldados sobreviventes aqui presentes, são mais do que capazes de multiplicar a estratégia de recuo e avanço que apliquei por aqui. – Afirmou Olaf com uma voz firme e nervosa.

Até que o comandante Igor respondeu.

- Com base em qual regulamento você quer que seus comandados suprimam a soberania dos outros comandantes locais?

- Pai, diga para ele que esta ação é baseada no código recém criado Omega editado pela última cúpula dos conselheiros nórdicos, que cita a insubordinação aleatória em caso de um ataque inimigo massivo. – Disse com firmeza o seu filho.

- Com base em nossa sobrevivência senhor comandante, os meus comandados não estarão sob as ordens deles, mas sim os auxiliando no combate para que possamos continuar com nossa sociedade intacta. - Respondeu Olaf a Igor com rispidez.

Terminou a transmissão, ordenou aos seus soldados que coloquem a estratégia em ação nos determinados pontos e depois continuou desta vez se direcionando ao seu filho.

- Diga para que os quinhentos soldados locais venham comigo nos veículos restantes. Expliquem-lhes a situação enquanto me preparo para a partida.

- Você vai atacar? Além de não ser um ataque autorizado você pode morrer! – Alertou a sua amada Kayra.

- Não se preocupe, ouviu o que nosso filho disse. Se viver minhas ações serão perdoadas, se morrer serei glorificado por elas em honra com a nação.

Assim, depois de alguns minutos os seus primeiros soldados já se foram para outros pontos da muralha, outros no interior daquele vilarejo já estavam apostos.

- Meu pai, lhe trouxe somente estes trezentos soldados, os demais acham que vão lhe servir melhor ficando aqui para defender a muralha em caso de ataque.

- Muito bem meu filho, a relativa covardia destes homens lhe servirá bem, agora estou lhe dando o poder de comando para que defenda a muralha com estes homens. Walkyria faça a gentileza de validar a minha vontade perante aqueles que ficarem.

- Está bem Olaf, mas você sabe que tem muitas chances de não voltar.

- E o seu ombro? Está melhor querido? – Perguntou Kayra.

- Está bem melhor, as curas me serviram bem obrigado.

- Posso ir com você Olaf? – Perguntou Kayra.

- Se quiser prestar auxílio médico aos soldados será bem vinda.

- Walkyria, caso não volte, cuide de meu filho por mim, está bem? – Disse Kayra.

- Tens certeza disto. Assim como o seu marido você poderá não sobreviver a esta batalha. – Ressaltou Walkyria.

- Tenho sim.

Ela deu um beijo na testa de seu filho, Olaf fez o mesmo gesto e o abraçou forte.

- Meu filho, lembre-se que nada mais é importante além da liberdade desta nação, lute para que tudo continue assim.

- Sim meu pai. Lembrarei-me disto.

Assim Olaf, Kayra e trezentos homens, bem como um grupo de cinqüenta artilheiras que se juntaram de livre arbítrio sob os seus comandos, foram em direção ao exército inimigo.

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