domingo, 8 de janeiro de 2017

Apêndice Ômega #1 Alexandria

Olá caros leitores e escritores, no post de hoje revelarei uma faceta de meu livro "Ômega Volk: A Margem da Maldade".

Grimaldi Volk, alem de ser filho único de dois cientistas, é herdeiro de um conhecimento vindo da Biblioteca de Alexandria. No prólogo de meu livro eu cito dois livros fictícios com nomes sugestivos "A Cegueira dos Filósofos" e "Equação de Hepátia", representando os campos de conhecimento de seu pai e sua mãe. Ao mesmo tempo faz referência à filosofia fabricada antes e durante a existência da Biblioteca de Alexandria. Hepátia foi uma filósofa cuja a especialidade era a matemática, trabalhou com seu pai na Biblioteca de Alexandria. O fim dela foi pela intolerância da religião na época; linchada em praça pública por ser considerada herege, isto apenas por produzir ciência numa época em que as mulheres não tinham muito protagonismo. Infelizmente o seu trabalho foi perdido no incêndio da Biblioteca. Foi pensando no conhecimento perdido em desastres como este resolvi colocar esta referencia no livro. Talvez seja mais do que uma mera referência, quem sabe não seja um exercício de imaginação "onde a humanidade estaria se a produção de  conhecimento e ciência na antiguidade não fosse destruída pela cegueira da intolerância e da irracionalidade?" Foi pensando nisso que produzo este livro.

Segue o prólogo:

Prólogo: Renascimento
"As memórias mais teimosas também são as pesadas."

Por Grimaldi Volk.

Lembro-me lucidamente daquele dia, talvez seja a única lembrança teimosa de minha adolescência. As ruas desertas, um silêncio impecável, todos estavam cuidando de levar seus pertences; um país em ruínas. Obvio que eu, miniaturizado, ainda não sabia; acabou a primeira grande guerra. Mas isso pouco me importava, pois encontrei meus pais mortos naquela manhã. Primeiro meu pai, Albert Volk, debruçado sobre a mesa. A tinta no papel ainda estava úmida, bem como o sangue gotejando de seu nariz, seus olhos, sua boca. Nos papéis pude ler, em uma letra torta e firme, um testamento, uma ordem e a declaração de um homem à beira da morte.

"Grimaldi, meu filho.
Meu plano em salvar sua mãe falhou. Agora sofro com os efeitos dos produtos usados no tratamento dela. Fracassei. Trouxe mais sofrimento a ela do que a própria doença. A fórmula vinda do Oriente falhou, usei todos os conhecimentos cabíveis dentro de nossa herança, mas tive muito pouco tempo.
Grimaldi, não deixe o tempo te enganar; ele é feroz como um lobo, rápido como uma rapina, não vai te perdoar, por instante algum. Obviamente enganado, não só pelo tempo, mas pelos entes mais próximos, tardei no salvamento de minha amada, perdi a minha própria alma. Por não querer perder você, escrevo esta carta; meu testamento.
Não haverá advogados. Você sempre notou livros escondidos, te peguei lendo alguns. Não entendia nada, mas vou lhe explicar; estavam codificados. O código foi criado pela sua própria mãe, Adelheid Volk, uma matemática e linguista habilidosa, pra dizer o mínimo.
Você decodificará o conteúdo dos livros com este, sobre a mesa. Guarde ele em sua criação; o baú turco. Vigie a permanência de nossa biblioteca, pois nada valerá sem o livro de Adelheid. Como o Führer dizendo ao seu soldado mais leal, dou-lhe a minha última ordem; proteja o baú com sua própria vida, pois nesta biblioteca há um conhecimento capaz, nas mãos certas, de dominar o mundo. Estes conhecimentos são advindos da antiga Biblioteca de Alexandria.
Ps.: Destrua a carta após ler e entendê-la por inteiro.

Albert Volk: Pai, marido e cientista fracassado."

Reli a carta algumas vezes, depois fiz o que me foi ordenado. Deixei o livro intitulado "Matemática de Hepátia" em meu baú turco, além de outro; "A Cegueira dos Filósofos". Mais tarde descobriria que o segundo livro, encontrado também sobre a mesa, tratava de segredos sobre as ciências naturais, coisas impensáveis para o tempo no qual foi escrito.
Não chorei em nenhum momento, ameacei quando queimei a carta, mas somente quando abri a porta do quarto de minha mãe, percebi; toda minha vida acabou. Como um tapa, a situação me desafiava pra um duelo longo e doloroso.

(...)

Então, o que acharam? Deixem as suas opiniões nos comentários! Abraços randômicos e até o próximo post!

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